quarta-feira, 4 de abril de 2007

Adeus

Vinte horas e trinta minutos do dia três de abril de dois mil e sete. a saudade de certos gestos simpples e sem importância, até quando não pódemos mais ve-los. nunca mais.
meu avô morreu hj. a tristeza e a dor são inexplicáveis. o vazio...
a cada momento que olho pro lado, penso ve-lo (ou desejo ve-lo, não sei) "ciscando" pela casa. ouvindo-o mandar a todos dormir, e reclamar de sua rotina e vida. o que eu não daria para ouvir tudo isso agora... o que eu não daria para ve-lo sorrindo ou chorando? mas a saudade não reconhece que ele não suportaria. não suuportaria a dor de continuar vivendo, em condições insuportáveis. algo me diz que foi melhor a morte levar-lhe. mas dentro de mim, não consigo aceitar isso completamente. de onde saiu essa morte? e com que direito ela leva uma pessoa com a qual convivo desde que nasci, e pela qual sinto algo muito maior do que simplesmente amor, respeito e afeto?! não, não queria que ele cntinuasse no hospital. não, não queria que ele saísse de lá e vivesse pessimamente, em casa. queria que ele nunca tivesse ido ao hospital. queria que ele nunca tivesse saído por aquela porta, a fisionomia cansada e fragilizada pela falta de oxigenio e pela péssima repsiração. não queria nunca ter ouvido ele dizendo, enquanto saía pela porta "feche tudo direitnho, e não esqueça de trazer minhas almofadas". queria ter entregue-lhe as almofadas. queria que ele estivesse aqui, agora. mas como se não bastasse ele não aestar aqui, sei tb que ele nunca mais estará. nunca mais irei ouvi-lo reclamar. nunca mais irei ve-lo dançar. nunca mais irei ouvi-lo contar uma história. nunca mais irei abraçá-lo forte. e tudo isso, e para tudo isso, a última vez não veio. tento me conformar com uma última vez que não existiu (não como última vez e sim como um "até logo"). cada cantinho da casa tem um pouco dele. e cada lembrança se torna dolorosa e cruel demais para ser lembrada. mas elas persistem em habitar minha cabeça, sem descanso. em defesa, deixo as lágrimas caírem, mas elas também não ajudam nem as lembranças desaparecerem, nem ao tempo voltar, nem mesmo a conseguir conforto.

por enquanto, só me restam lágrimas, tristeza e dor. tristeza por não poder continuar a ve-lo. dor por saber que nunca mais o farei. e lágrimas por ignorar o futuro e como ele será. será?


De qualquer forma, onde estiver, como estiver e se estiver, descanse por todos os seus dias de cansaço, meu avô.



2 comentários:

Willölsei disse...

sinto muito pela sua perda
e pela su tristeza...
como ja disse,e u só posso imaginar o que vc sente
e mesmo assim, isso n~çao deve ser um terço do que vc deve estar sentindo.
o que vc esta sentindo deve ser muito mais intenso.
Sinto muito mesmo.
Saiba que estarei sempre ao seu lado. Pro que der e vier

E agora, já experiente, saberá dar muito mais valor aos momentos com as pessoas especiais, que podem ser unicos e ultimos.

Anônimo disse...

Não tente esquecer os momentos que teve com seu avô. Bons ou ruins eles são únicos. Sei que trazem dor, mas o que você deve fazer é se lembrar deles sorrindo, é fazer com que sejam lembranças felizes. Isso é difícil, mas VocÊ deve superá-las e não esquecê-las. Seria até melhor para seu próprio avô, acredito eu... Se você o ama... continue amando e não se esqueça...nunca...mesmo que leve tempo para conseguir...um dia..sei que estará se lembrando do seu vovô na piscina quando eu te perguntarem do que está rindo derrepente.
Pode parecer que eu não estou dando a mínima pra isso mas n é verdade...eu só não sei lidar com uma situação dessas...te ver triste é muito ruim....desculpa por eu não estar conseguindo agir direito ultimamente...parece que eu sou tão covarde a ponto de só conseguir falar isso aqui.